A França decidiu suspender a importação de frutas da América do Sul, anunciada pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu em 4 de janeiro de 2026. A medida visa barrar a entrada de produtos com resíduos de agrotóxicos proibidos pela legislação europeia, como mancozebe e glufosinato. A portaria que formalizará a suspensão será publicada em breve pela ministra da Agricultura, Annie Genevard.
A suspensão afetará uma variedade de frutas, incluindo abacates, mangas e uvas, e será acompanhada por uma fiscalização rigorosa por uma brigada especializada. Lecornu enfatizou que esta ação é uma resposta à pressão dos agricultores locais, que enfrentam concorrência desleal de produtos que não seguem normas sanitárias tão rigorosas. A decisão também se alinha com os protestos que vêm ocorrendo desde dezembro, motivados por questões de saúde animal e críticas ao acordo de livre-comércio com o Mercosul.
O impacto dessa suspensão pode ser significativo, especialmente em um momento em que o acordo com o Mercosul ainda está em negociação e enfrenta resistência na Europa. Ao reforçar sua legislação, a França procura proteger suas cadeias produtivas e garantir a equidade na agricultura local. A continuidade dos protestos e as futuras negociações comerciais serão fatores cruciais a serem observados nos próximos meses.

