A França manifestou preocupação de que a aplicação provisória do acordo de livre comércio com o Mercosul seja vista como uma ‘violação democrática’. Essa posição foi expressa pela porta-voz do governo, após o Parlamento Europeu solicitar uma revisão do tratado pelo Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE). A declaração ressalta a importância do devido processo democrático na ratificação de acordos internacionais.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pode, em tese, aplicar o tratado provisoriamente. Contudo, a porta-voz destacou que essa ação não é viável sem a aprovação do Parlamento e do TJUE, especialmente considerando a votação recente em Estrasburgo. A expectativa é que essa revisão possa atrasar a criação de uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, que inclui países como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Com o encaminhamento do acordo ao TJUE, a implementação formal do tratado pode ser adiada por vários meses. Essa situação levanta questões sobre a capacidade da União Europeia de avançar em sua agenda comercial em meio a crescentes preocupações políticas. O desdobramento desse impasse poderá influenciar as relações comerciais entre a UE e os países do Mercosul no futuro próximo.

