Os fundos de crédito privado encerraram 2025 em uma situação delicada, com uma captação líquida negativa de R$ 8,1 bilhões após saídas significativas de R$ 22,5 bilhões em dezembro. Esse movimento foi observado em um contexto de ajustes mais amplos no mercado, onde os fundos de renda fixa também registraram perdas de R$ 76,3 bilhões no mesmo mês, o pior resultado desde 2024.
Apesar dos resgates, o impacto sobre os preços dos ativos foi limitado, indicando que as carteiras estavam bem líquidas. Gestoras como a Sparta e a Novus Capital sinalizam um cenário de cautela para 2026, com a expectativa de que a queda da Selic possa melhorar os fundamentos das empresas, mas também diminuir o suporte para a renda fixa, levando a uma possível distensão dos spreads.
Para o próximo ano, as gestoras estão atentas à dinâmica do mercado, que tende a ser influenciada mais pelo comportamento da curva de juros do que por fluxos de caixa. A manutenção de altos níveis de liquidez nos fundos pode mitigar os riscos, mas a incerteza eleitoral e os resgates contínuos podem criar um ambiente desafiador para investidores e gestores.

