A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou que o ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, avisou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre suas atividades em consultorias privadas antes de assumir o ministério em 2024. Segundo Gleisi, Lewandowski se comprometeu a se afastar dessas funções ao assumir o cargo, ressaltando que não vê impedimentos legais nessa atuação. Ela enfatizou que, durante sua gestão, a Polícia Federal prendeu um banqueiro ligado ao Banco Master, onde Lewandowski tinha um contrato como consultor.
Gleisi também abordou a pressão da oposição para vincular o escândalo do Banco Master ao governo Lula e argumentou que muitos dos envolvidos nesse caso pertencem à oposição. A ministra questionou as críticas direcionadas a Lewandowski, afirmando que não há crime em manter contratos com instituições financeiras enquanto se ocupa um cargo público. Ela garantiu que o governo está atuando de forma autônoma e que todas as responsabilidades devem ser apuradas de maneira rigorosa.
Por fim, Gleisi citou a necessidade de explicações por parte da oposição, mencionando doações de campanhas ligadas ao cunhado do banqueiro investigado. A ministra reafirmou a integridade de Lewandowski e a transparência do governo, garantindo que a Polícia Federal continua a investigar o caso com seriedade. A situação destaca a complexidade das relações entre política e finanças no atual cenário brasileiro.

