O Goldman Sachs publicou uma análise que compara o desempenho do real brasileiro e do peso colombiano, destacando as possíveis vulnerabilidades das moedas ante as eleições programadas para 2026. A pesquisa aponta que o real se destacou em 2025, com uma valorização significativa de 11,7% em relação ao dólar, impulsionada por operações de carry trade e uma percepção de riscos fiscais mais controlados no Brasil.
Os economistas do banco ressaltam que, apesar da política fiscal frouxa em ambos os países, os participantes do mercado já internalizaram esses riscos, refletindo-os nas curvas de juros. O Banco Central do Brasil deve reduzir as taxas de juros, enquanto o Banco Central da Colômbia pode iniciar um ciclo de aumento. Essa dinâmica poderá influenciar a atratividade do real em comparação ao peso colombiano.
Com as eleições se aproximando, a volatilidade no mercado cambial tende a aumentar, especialmente se os resultados eleitorais forem interpretados como desfavoráveis. O Goldman Sachs acredita que o real pode enfrentar um risco maior se as expectativas do mercado se deteriorarem, enquanto o peso colombiano pode ser considerado mais vulnerável devido a perspectivas fiscais desfavoráveis. Assim, o cenário cambial exige atenção redobrada dos investidores nos próximos meses.

