Governador do Rio exonera presidente do Rioprevidência após operação da PF

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

Na tarde de sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, o governador Cláudio Castro exonerou o presidente do Rioprevidência, que havia apresentado sua renúncia em meio a uma operação da Polícia Federal. A Operação Barco de Papel cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da autarquia e em residências na Zona Sul do Rio de Janeiro, resultando na apreensão de veículos de luxo e documentos que podem ser cruciais para a investigação.

A investigação, que se concentra em nove operações financeiras realizadas entre 2023 e 2024, visa apurar crimes como gestão fraudulenta e desvio de recursos no fundo previdenciário fluminense. O diretor-presidente, que está fora do país, é o principal alvo das investigações, que levantam questões sobre a recente escolha de diretores e os investimentos feitos em um banco que se tornou alvo da Polícia Federal. O Tribunal de Contas do Estado havia alertado sobre riscos associados a esses investimentos, o que agrava a situação.

As implicações deste caso são significativas para o sistema previdenciário do estado, que atende a mais de 235 mil servidores. O governo assegura que os pagamentos de aposentadorias e pensões estão garantidos, mas a confiança na gestão do Rioprevidência está em xeque. O desdobramento das investigações poderá impactar a administração estadual e a segurança financeira de muitos aposentados e pensionistas no Rio de Janeiro.

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