O governo brasileiro anunciou que a implementação do sistema de split payment, prevista para 2026, foi adiada para 2027. Essa mudança é parte da Reforma Tributária e busca garantir a arrecadação em tempo real, separando automaticamente os impostos no momento da transação. O atraso é resultado de problemas na preparação entre empresas e o sistema financeiro, o que levanta preocupações sobre a eficácia da reforma.
O split payment pretende reduzir a sonegação e aumentar a transparência na arrecadação de tributos, como o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Especialistas destacam que essa inovação, já adotada em outros países, exigirá uma infraestrutura tecnológica robusta e um monitoramento constante por parte da Receita Federal. A advogada Franciny de Barros enfatiza a necessidade de preparar as empresas para evitar complicações financeiras na transição para o novo sistema.
Com o adiamento, as empresas terão mais tempo para se adaptarem, mas o impacto no fluxo de caixa poderá ser significativo, especialmente em setores com margens de lucro menores. As organizações devem revisar seus sistemas financeiros e preparar suas equipes para enfrentar as mudanças que se aproximam. Embora o split payment represente um avanço na arrecadação fiscal, o caminho até sua implementação será desafiador e exigirá ajustes contínuos.

