O governo britânico está sob crescente pressão para reformar um sistema de arrendamento que tem causado dificuldades financeiras a milhões de famílias. Estima-se que cerca de 1 milhão de lares na Inglaterra e no País de Gales enfrentem aumentos nas taxas de arrendamento que tornam impossível a remortgage ou a venda de suas propriedades, exacerbando a crise do custo de vida. A política de arrendamento moderna, que inclui encargos anuais crescentes, é considerada injusta e deve ser revista por autoridades competentes.
A deputada Angela Rayner expressou a necessidade de que os ministros se posicionem em favor dos arrendatários, ressaltando a urgência de resolver essa questão. Uma investigação da Competition and Markets Authority não encontrou evidências de que os arrendatários recebam benefícios em troca dessas taxas anuais, que são distintas das taxas de serviço destinadas à manutenção de áreas comuns. Essa situação gerou um movimento crescente em prol da abolição do arrendamento, com ativistas denunciando o comportamento oportunista dos proprietários.
O descontentamento com a situação atual levanta questões sobre a responsabilidade dos credores hipotecários e dos políticos, que deveriam ter agido há muito tempo. A reforma do sistema de arrendamento não é apenas uma questão de justiça social, mas também uma necessidade econômica diante da pressão crescente sobre os lares britânicos. A maneira como o governo responder a essa demanda poderá moldar o futuro do mercado imobiliário e a segurança financeira de milhões de cidadãos.

