Governo francês de Lecornu supera votos de desconfiança sobre acordo UE-Mercosul

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

O governo do primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, conseguiu evitar a queda ao sobreviver a dois votos de desconfiança na Assembleia Nacional, realizados em 14 de janeiro de 2026. As moções de censura foram apresentadas por partidos de extrema-direita e extrema-esquerda, em um contexto de crescente controvérsia sobre o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. A proposta do La France Insoumise, liderada pela política Mathilde Panot, obteve 256 votos, mas não atingiu a maioria necessária de 288 para ser aprovada.

O debate em torno do acordo entre Mercosul e a UE tem gerado intensas divisões políticas na França, refletindo uma preocupação mais ampla com as implicações econômicas e sociais do tratado. Mesmo com a rejeição das moções de desconfiança, a situação revela a fragilidade do governo de Lecornu e o descontentamento de setores significativos da sociedade. A votação mostra a dificuldade do governo em garantir apoio em um ambiente político polarizado.

Com a assinatura do acordo prevista para 17 de janeiro no Paraguai, a expectativa é que a situação política interna influencie a recepção do pacto entre os cidadãos franceses. Enquanto líderes europeus como António Costa e Ursula von der Leyen se preparam para a assinatura, o governo de Lecornu deve trabalhar para consolidar sua base e abordar as preocupações levantadas durante as votações. O futuro da coalizão e sua capacidade de governar dependerão de como lidará com essas tensões.

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