Governo francês rejeita moções de censura sobre acordo UE-Mercosul

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Em 14 de janeiro de 2026, o governo francês superou duas moções de censura apresentadas pela esquerda radical e pela extrema direita, em razão do controverso acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. A proposta, que será assinada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, inclui países como Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, e visa criar a maior zona de livre comércio do mundo.

Os agricultores franceses, apoiados por diversas forças políticas, expressaram preocupação com as possíveis consequências desse acordo, especialmente em relação à importação de produtos agrícolas sul-americanos. As moções de censura, que somaram 256 e 142 votos, não conseguiram os 288 necessários para derrubar o governo do primeiro-ministro Sébastien Lecornu, que se defendeu das críticas, alegando que a oposição deveria unir forças para abordar a questão no Parlamento Europeu.

As moções de censura refletem um momento delicado para o governo de Emmanuel Macron, que busca aprovar orçamentos e mitigar protestos no setor agrícola. Com promessas de medidas emergenciais para o setor, os agricultores começaram a desmobilizar suas ações em Paris, enquanto a oposição socialista pressiona por uma análise mais detalhada do acordo no Tribunal de Justiça da União Europeia, o que poderá influenciar os próximos passos do governo.

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