No dia 14 de janeiro de 2026, o primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, conseguiu evitar a derrubada de seu governo ao sobreviver a duas moções de censura no Parlamento. As moções foram apresentadas por partidos como a França Insubmissa e o Reagrupamento Nacional, em resposta à recente aprovação do acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Ambas as propostas de censura falharam em reunir o apoio necessário, refletindo a falta de unidade entre as forças de oposição.
Durante a sessão, Lecornu denunciou as tentativas de sabotagem interna, enfatizando a importância da coesão em tempos de desafios internacionais. O acordo, que deve ser assinado em breve pela presidente da Comissão Europeia com países do Mercosul, gera preocupações entre os agricultores franceses, que temem a concorrência desleal devido às importações de produtos sul-americanos. A resistência ao pacto é apoiada por uma ampla gama de partidos políticos, que questionam a estratégia do governo.
As moções de censura revelam as tensões políticas que cercam o governo de Macron, especialmente com as eleições presidenciais de 2027 no horizonte. Embora Macron não possa concorrer novamente, seu sucessor enfrentará um cenário complicado, com uma extrema direita em ascensão. A fragilidade da ala centrista e a crescente popularidade de candidatos como Jordan Bardella indicam que o governo precisará encontrar um equilíbrio para evitar um colapso político e garantir a estabilidade no futuro próximo.

