O governo brasileiro mantém a aprovação do acordo Mercosul-União Europeia como prioridade, apesar da recente decisão do Parlamento Europeu em favor da judicialização do tratado. Os obstáculos enfrentados eram esperados, e autoridades afirmam que não ameaçam o entendimento firmado após mais de duas décadas de negociações. A expectativa é que o Congresso Nacional aprove o texto rapidamente após o recesso de fevereiro.
A assinatura do acordo no Paraguai marca a transição para sua fase mais delicada, onde a ratificação interna pelos países signatários se torna crucial. O governo brasileiro acredita que uma aprovação célere no Congresso poderá gerar pressão sobre as instituições da União Europeia, evidenciando o custo de manter o tratado pendente. Embora resistências sejam reconhecidas, a análise é de que o processo é irreversível após a assinatura formal do acordo.
Com a oposição de alguns países europeus, especialmente a França, a expectativa é que a pressão interna cresça à medida que o Mercosul avance na ratificação. Diplomatas acreditam que a indefinição se tornará insustentável para os europeus se o Mercosul demonstrar compromisso com o tratado. O governo brasileiro, portanto, foca em cumprir suas etapas internas, confiando que os entraves enfrentados serão superados com o tempo.

