Groenlândia e Dinamarca pedem reunião com EUA após ameaças de Trump

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Na terça-feira, 6 de janeiro de 2026, a Groenlândia e a Dinamarca solicitaram conversas rápidas com os Estados Unidos, em resposta às reiteradas ameaças de Donald Trump sobre a anexação da Groenlândia, um território autônomo dinamarquês. A chefe da diplomacia groenlandesa, Vivian Motzfeldt, afirmou que a reunião deve abordar as declarações feitas por Trump, enquanto o chanceler dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, destacou a importância de esclarecer possíveis mal-entendidos.

A situação é agravada pela intervenção militar dos EUA na Venezuela, que reacendeu os planos de Trump para a Groenlândia, rica em recursos naturais. O primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, reiterou que a ilha não está à venda e que somente os groenlandeses devem decidir seu futuro. O apoio de países europeus, como Reino Unido, França e Alemanha, reafirma os princípios de soberania e integridade territorial, fundamentais em um momento de crescente tensão internacional.

Com a crescente pressão sobre a Groenlândia, a cooperação entre Dinamarca e Estados Unidos se torna vital para garantir a segurança na região do Ártico. Os líderes europeus enfatizaram que apenas a Dinamarca e a Groenlândia devem decidir sobre questões que lhes dizem respeito. A situação permanece tensa, e a resposta de Washington deverá ser cuidadosamente observada, especialmente após a menção de Trump sobre uma possível decisão em dois meses.

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