Groenlândia rejeita planos de anexação de Trump e reafirma sua soberania

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

Em 5 de janeiro de 2026, o primeiro-ministro da Groenlândia declarou que o território não tolerará mais fantasias sobre anexação, em resposta aos comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As afirmações de Trump ocorreram após uma operação militar em que forças especiais dos EUA capturaram o presidente da Venezuela, reacendendo temores na Dinamarca sobre a autonomia da Groenlândia, um território dinamarquês autônomo.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, criticou as declarações de Trump, afirmando que ameaças e discussões sobre anexação não têm lugar entre aliados. A localização estratégica da Groenlândia, entre a Europa e a América do Norte, e seus recursos minerais são de interesse dos EUA, que buscam reforçar sua defesa e reduzir a dependência de exportações chinesas. Além disso, líderes nórdicos e bálticos, como o presidente da Finlândia, rapidamente manifestaram apoio à soberania da Groenlândia e da Dinamarca.

As implicações dessa situação são significativas, pois a Dinamarca e seus aliados europeus reafirmam que o futuro da Groenlândia deve ser decidido por seu povo. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, também desqualificou os comentários de Trump, enfatizando que não fazem sentido. O episódio ilustra a tensão geopolítica em torno da Groenlândia e a necessidade de um diálogo respeitoso entre as nações.

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