O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta quinta-feira, 29, que a esperada redução na taxa Selic contribuirá para uma trajetória mais estável da dívida pública brasileira. Em uma coletiva, Haddad mencionou que a taxa atual de 15% ao ano, mantida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, é insustentável. O Copom sinalizou que cortes na taxa devem começar na próxima reunião, agendada para março.
Haddad ressaltou que a dívida bruta do Governo Geral alcançou 79% do Produto Interno Bruto (PIB) em novembro, um aumento em relação a outubro, que registrou 78,4%. O ministro atribuiu esse crescimento a fatores como juros nominais e emissões líquidas de dívida, e não ao déficit primário, que, segundo ele, foi reduzido na atual gestão. Em suas declarações, ele criticou gestões anteriores, afirmando que o aumento da dívida não se correlacionou com o déficit primário, especialmente durante a pandemia.
O ministro enfatizou a necessidade de uma taxa de juros mais compatível com a estabilidade fiscal, alertando para o impacto negativo que taxas elevadas podem ter sobre a economia. A expectativa é que a redução da Selic, na próxima reunião do Copom, possa ajudar a controlar o crescimento da dívida pública e criar um ambiente econômico mais favorável. Essa mudança pode ter efeitos significativos nas finanças públicas e na confiança dos investidores.

