Haddad projeta cortes de juros após redução histórica do déficit público

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

Em entrevista realizada nesta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou que o governo está estabelecendo uma nova meta fiscal para o ano de 2026, destacando a significativa redução de 70% no déficit público. Ele mencionou que o déficit, herdado da administração anterior, chegou a 1,6% do PIB e foi impactado por fatores adicionais, como o calote de precatórios e o ajuste do Bolsa Família.

Haddad enfatizou que a recuperação das contas públicas é resultado de uma rigorosa contenção de despesas e cortes em benefícios fiscais que favoreciam grandes empresas sem justificativa. Segundo o ministro, o alinhamento entre política fiscal e monetária é fundamental para permitir um ciclo de cortes na taxa básica de juros, o que pode fomentar o crescimento econômico e estabilizar a dívida pública, como observado nos primeiros mandatos do presidente Lula.

Por fim, Haddad ressaltou que a inflação acumulada nos próximos quatro anos deve ser a menor da história do Brasil, criando um “ciclo virtuoso” com desemprego em queda e inflação controlada. Ele também comentou sobre a CPI do INSS e o caso do Banco Master, assegurando a autonomia das instituições para investigar irregularidades, e indicou que pode deixar o ministério em fevereiro, sem decidir ainda sobre uma possível candidatura ao governo de São Paulo em 2026.

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