Em 22 de janeiro de 2026, o Ibovespa atingiu um recorde de 171.817 pontos, um crescimento de 3,3%, impulsionado pela crescente demanda de investidores estrangeiros por ativos brasileiros. Esse movimento se insere no contexto global de desinvestimento em ativos americanos, onde investidores buscam alternativas em mercados emergentes, atraídos por um dólar mais fraco e oportunidades de crescimento. A retórica mais amena dos Estados Unidos em Davos também contribuiu para essa mudança de apetite do mercado.
A pesquisa Atlas/Bloomberg revelou que, apesar da liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas intenções de reeleição, Flávio Bolsonaro está ganhando apoio, refletindo uma dinâmica política que pode impactar a confiança do investidor. O cenário político brasileiro permanece como uma variável importante, ao lado de fatores econômicos como câmbio e juros, sugerindo que a percepção do mercado será influenciada por desenvolvimentos políticos. Este contexto ressalta a relevância de acompanhar tanto os aspectos econômicos quanto os políticos na avaliação do mercado.
Com o Brasil se posicionando como um destino atrativo para investidores em busca de diversificação, as implicações desse fluxo de capital podem ser significativas. O fortalecimento do mercado emergente pode contribuir para uma recuperação econômica mais ampla, especialmente se a tendência de desinvestimento em ativos americanos continuar. Assim, o cenário se torna cada vez mais complexo, exigindo atenção contínua às interações entre política e economia.

