Ibovespa cai com pessimismo global e juros inalterados no Brasil e EUA

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

O Ibovespa fechou em queda de 0,84% nesta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, estacionando em 183,1 mil pontos. O principal índice da B3 enfrentou movimento de aversão ao risco, especialmente após ter renovado seu recorde intradiário no dia anterior. O dólar, por sua vez, encerrou praticamente estável, cotado a 5,19 reais.

No cenário internacional, o pessimismo foi exacerbado pelos balanços fracos de grandes empresas de tecnologia, como a Microsoft, que viu suas ações despencarem 8,19% após reportar desaceleração em sua divisão de computação em nuvem. As discussões sobre investimentos em Inteligência Artificial também contribuíram para a pressão negativa. No Brasil, as decisões sobre as políticas monetárias mantiveram a taxa Selic em 15% ao ano, enquanto o Federal Reserve dos Estados Unidos manteve as taxas entre 3,5% e 3,75% ao ano, impactando as expectativas do mercado.

O diferencial de juros entre os dois países continua a ser um atrativo para investidores estrangeiros, mesmo com a queda do Ibovespa. Entre as ações que mais pesaram no índice, os bancos apresentaram desempenho negativo, com o Santander liderando as perdas. A expectativa é de que um eventual corte na taxa de juros brasileiro, que pode ocorrer em março, traga novas esperanças para um ambiente econômico mais favorável e impulsione o mercado.

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