O Ibovespa, índice da B3, encerrou a quinta-feira, 29 de janeiro, com uma queda de 0,84%, atingindo 183.133,75 pontos. Durante a sessão, o índice chegou a registrar uma mínima de 181.566,56 pontos, mas ainda preserva um ganho de 13,66% no mês, evidenciando o melhor desempenho desde novembro de 2020. O volume negociado foi de R$ 39 bilhões, indicando um mercado ainda ativo, embora sob pressão de resultados negativos de grandes empresas de tecnologia nos Estados Unidos.
O desempenho do Ibovespa foi impactado principalmente pelo setor financeiro e pela correção nas ações metálicas, com destaque para perdas significativas de algumas empresas. A Petrobras, no entanto, apresentou uma leve alta de 0,65%, impulsionada pela recuperação dos preços do petróleo. A expectativa de cortes na taxa Selic pelo Banco Central, que pode começar em março, também influenciou o mercado, refletindo em ajustes nas taxas de juros futuras e no valor do dólar, que fechou em R$ 5,1936, em baixa de 0,25%.
Os analistas destacam que, apesar da queda do índice, o fluxo positivo de investimentos no Brasil se mantém, especialmente em decorrência do diferencial de juros atrativo. As incertezas no exterior, impulsionadas por resultados de grandes empresas e tensões geopolíticas, trouxeram aversão ao risco, afetando o apetite por ações. O cenário ainda é de expectativa quanto ao futuro desempenho do Ibovespa, que pode ser influenciado por novos sinais econômicos tanto internamente quanto externamente.

