Em um movimento significativo, o primeiro-ministro do Iêmen, Salim Saleh bin Buriek, anunciou sua renúncia no dia 16 de janeiro de 2026. A decisão foi oficializada pelo órgão presidencial, que também anunciou a nomeação do ministro das Relações Exteriores, Shaya Mohsen Zindani, como seu sucessor, encarregado de formar um novo governo.
Essa mudança no comando ocorre após semanas de crescente tensão entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, desencadeada por tentativas de separatistas apoiados por Abu Dhabi de consolidar controle sobre o sul do Iêmen. A ofensiva dos separatistas foi frustrada por ações militares sauditas, levando Abu Dhabi a retirar suas tropas e provocando uma reavaliação da influência dos Emirados sobre o governo reconhecido internacionalmente.
A renúncia de bin Buriek e a ascensão de Zindani ocorrem em um contexto de complexidade política, onde os interesses de várias facções se entrelaçam. Este desdobramento pode sinalizar uma nova fase no conflito iemenita, que já envolve diferentes atores regionais e internacionais, além de indicar a necessidade de um novo equilíbrio entre as potências do Golfo no apoio ao governo iemenita.

