O desempenho das trocas comerciais entre Brasil e Estados Unidos apresentou uma deterioração significativa, reduzindo o superávit da balança comercial brasileira no período de 2024 a 2025. Essa situação foi parcialmente amenizada pelo aumento nas remessas para a Argentina, mas as incertezas em relação às políticas do governo norte-americano continuam a gerar preocupações para 2026. O relatório do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) aponta que a imprevisibilidade das ações do presidente Donald Trump é um fator crucial a ser monitorado.
Em 2025, a balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 68,3 bilhões, com um aumento de 5,9% nas exportações em relação ao ano anterior. No entanto, o comércio com os Estados Unidos agravou-se, passando de um déficit de aproximadamente US$ 300 milhões em 2024 para um déficit de US$ 7,5 bilhões em 2025. O relatório também destaca a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia como um marco, embora seus efeitos ainda não sejam imediatos devido aos longos cronogramas de redução tarifária.
Além das incertezas relacionadas a Trump, outros fatores como o ataque dos EUA à Venezuela e a imposição de tarifas sobre produtos de países que negociam com o Irã também impactam a balança comercial. O cenário internacional para 2026 promete ser desafiador, com a possibilidade de conflitos e um ambiente eleitoral volátil no Brasil, que pode influenciar as decisões de comércio exterior. As expectativas para o próximo ano são de que a volatilidade cambial e as incertezas políticas continuem a afetar o comércio brasileiro.

