No último domingo (25), a agência da ONU para os refugiados palestinos, conhecida como UNRWA, anunciou que sua sede localizada em Jerusalém Oriental, já parcialmente demolida, foi alvo de um incêndio. A demolição das instalações havia sido iniciada pelas autoridades israelenses na terça-feira anterior, um movimento controverso que gerou condenações por parte da ONU.
A UNRWA não divulgou informações sobre as causas do incêndio, mas ressaltou em comunicado que suas propriedades continuam protegidas pelos privilégios e imunidades conferidos pela ONU. Israel, por sua vez, justifica a demolição com alegações de que a UNRWA estaria sendo utilizada por militantes do Hamas, afirmando que alguns de seus funcionários teriam participado de ataques contra o país em outubro de 2023.
A situação se agrava com investigações que, embora tenham encontrado questões de neutralidade relacionadas à UNRWA, não apresentaram provas concretas que sustentem as acusações israelenses. A repercussão do incêndio e da demolição levanta interrogantes sobre o futuro das operações da UNRWA na região e as condições dos refugiados palestinos, evidenciando as tensões contínuas entre Israel e a comunidade palestina.

