Recentes incêndios florestais na Patagônia argentina devastaram mais de 12 mil hectares, especialmente na província de Chubut, forçando a evacuação de cerca de 3 mil pessoas. Este é considerado o pior desastre ambiental na Argentina em duas décadas, e ocorre em um contexto de cortes orçamentários no setor ambiental, sob a administração do presidente Javier Milei.
A Patagônia, rica em hidrocarbonetos e com um significativo armazenamento de carbono, enfrenta uma recuperação lenta dos biomas afetados. Especialistas alertam que as mudanças climáticas e a falta de fiscalização estão ampliando os danos, enquanto o governo investiga possíveis causas criminosas para os incêndios. A região, próxima à Antártica, é também de interesse estratégico, com potenciais implicações para a segurança energética da América Latina.
O alinhamento do governo argentino com interesses estrangeiros e a exploração de recursos naturais levantam preocupações sobre o futuro da Patagônia. A destruição deste bioma não só compromete o equilíbrio ambiental, mas também pode transformar a região em um mero espaço de extração de recursos, em detrimento do desenvolvimento sustentável. A situação exige uma resposta coordenada e eficaz para proteger tanto a biodiversidade quanto a soberania territorial do país.

