Índia fecha colégio médico em Caxemira após maioria de muçulmanos nas admissões

Amanda Rocha
Tempo: 1 min.

A Índia anunciou o fechamento de um colégio médico em Caxemira, onde a maioria das admissões foi composta por estudantes muçulmanos. A decisão, datada de 15 de janeiro de 2026, foi impulsionada por pressões de grupos hindus que se opuseram à ideia de que muçulmanos se beneficiassem de instituições sustentadas por doações de caridade hindu.

Essa medida é um reflexo das tensões sectárias que têm crescido na região, evidenciando a complexidade das relações sociais e religiosas na Índia. Grupos hindus sustentam que as instituições deveriam priorizar os hindus, levantando preocupações sobre a equidade no acesso à educação. Isso se insere em um contexto mais amplo de políticas e discursos que frequentemente marginalizam comunidades muçulmanas no país.

O fechamento do colégio pode ter implicações significativas para a educação em Caxemira, um território já afetado por conflitos. A medida pode aprofundar divisões sectárias e limitar as oportunidades educacionais para muitos estudantes. Observadores locais e internacionais agora monitoram a situação, temendo que esses eventos possam exacerbar as tensões sociais existentes.

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