Indústria bélica dos EUA é central para sua economia, afirmam analistas

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

Em uma discussão no podcast Mundioka, analistas destacam que a indústria bélica é fundamental para a economia norte-americana, com conflitos em diversas partes do mundo servindo como catalisadores para setores como tecnologia e construção civil. Situações como a invasão da Venezuela e o conflito na Ucrânia são mencionadas como exemplos em que os EUA lucraram direta ou indiretamente, promovendo uma política externa que prioriza a criação de crises para interesses econômicos.

A professora Tatiana Poggi, da Universidade Federal Fluminense, explica que a indústria da guerra não apenas gera lucros significativos, mas também estimula uma ampla gama de setores produtivos. A narrativa atual que legitima intervenções militares sob a bandeira da defesa da democracia é vista como uma estratégia para encobrir interesses imperialistas. Enquanto isso, o consenso bipartidário nos EUA, conforme indicado pelo professor Williams Gonçalves, revela um apoio contínuo ao complexo industrial militar, independentemente da administração em vigor.

As implicações dessa dinâmica são profundas, já que a política externa dos EUA parece se adaptar a um mundo cada vez mais multipolar, onde a influência de potências como China e Rússia se torna mais evidente. O foco em garantir que o dólar permaneça como a moeda de referência internacional é uma preocupação central, especialmente para evitar uma queda econômica acentuada. Assim, a indústria bélica se revela não apenas um motor econômico, mas também um elemento chave na manutenção da hegemonia americana em um cenário global competitivo.

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