O setor industrial do Brasil terminou o ano de 2025 com uma queda significativa, conforme indicado pelo Índice de Gerentes de Compras (PMI), que caiu para 47,6 em dezembro, em comparação a 48,8 em novembro. O PMI, compilado pela S&P Global, evidencia uma contração acentuada, uma vez que valores abaixo de 50 indicam retração econômica. Os dados sugerem que a fraqueza da demanda afetou negativamente a produção e as encomendas, resultando em uma desaceleração da atividade industrial.
Os cinco subcomponentes do PMI contribuíram para essa queda, destacando-se a diminuição das novas encomendas, que não conseguiram se recuperar, mesmo com as empresas implementando reduções de preços. De acordo com Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global, a indústria foi severamente impactada pela retração da demanda, e os dados atuais não sinalizam uma recuperação imediata. Além disso, a taxa de contração das vendas foi a mais rápida desde setembro, refletindo um ambiente econômico desafiador.
Apesar do cenário adverso, os produtores de bens mostram um leve otimismo para 2026, prevendo um aumento na produção, impulsionado por expectativas de melhorias na demanda e redução das taxas de juros. Contudo, a reversão do aumento marginal no emprego e os cortes no quadro de funcionários indicam que as empresas estão adotando medidas cautelosas para controlar custos. Assim, a recuperação da indústria brasileira dependerá de uma melhora nas condições econômicas e na demanda por seus produtos.

