A indústria brasileira recorre a linhas de crédito de longo prazo para enfrentar desafios financeiros, segundo um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Dados mostram que 31% das empresas têm utilizado esses recursos, tradicionalmente destinados a investimentos, para cobrir despesas operacionais, o que indica uma priorização pela sobrevivência em um cenário de juros elevados e dificuldades de acesso ao crédito de curto prazo.
De acordo com a analista da CNI, a situação reflete distorções no mercado de crédito, onde as exigências para financiamentos de curto prazo são consideradas altas e inacessíveis. Além disso, a pesquisa revelou que o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) prejudicou cerca de um terço das indústrias, levando algumas a desistirem de contratações ou reduzirem os valores solicitados. A perspectiva é de que essas condições adversas continuem a impactar as decisões de investimento das empresas.
Para mitigar as dificuldades, empresários sugerem a redução de custos tributários e administrativos como a principal alternativa para melhorar o acesso ao crédito. A ampliação de linhas públicas de financiamento e a simplificação das exigências das instituições financeiras também foram apontadas como soluções viáveis. Neste contexto, é fundamental que as políticas de crédito se ajustem às necessidades da indústria para fomentar o crescimento produtivo e a estabilidade econômica.

