Infectologistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo destacam a gravidade da leptospirose e o risco do diagnóstico tardio, especialmente após períodos de chuvas intensas. Em 2025, foram registrados 364 casos confirmados da doença no estado, que pode ser confundida com viroses comuns, gerando atrasos no tratamento. A janela de 48 horas após o surgimento dos primeiros sintomas é crucial para evitar complicações sérias.
Os especialistas alertam que a leptospirose, inicialmente assintomática, pode apresentar sintomas genéricos como febre e dor de cabeça, dificultando o reconhecimento precoce. A infecção pode se agravar, levando a sinais de icterícia, que indicam uma fase crítica da doença e comprometimento de órgãos vitais. A identificação da dor muscular intensa, especialmente nas panturrilhas, é um indicativo importante para que os pacientes busquem atendimento médico.
A letalidade da leptospirose em 2025 chegou a quase 15%, evidenciando a urgência em procurar ajuda médica nas primeiras 48 horas de sintomas. O tratamento adequado, que envolve antibióticos específicos, é fundamental para evitar danos permanentes aos rins e pulmões. Portanto, a população deve estar atenta aos sinais e buscar assistência médica imediatamente após a exposição a água contaminada.

