A inflação ao consumidor nos Estados Unidos registrou uma alta de 0,2% em dezembro, encerrando o ano em 2,6%, abaixo das previsões. Esse resultado é crucial para o mercado, pois reforça a expectativa de desinflação e alimenta o debate sobre possíveis cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve no terceiro trimestre de 2026.
Apesar da expectativa de que a taxa seja mantida na próxima reunião, especialistas como Rodrigo Moliterno, da Veedha Investimentos, indicam que a inflação mais baixa abre espaço para considerações sobre cortes adicionais. A sinalização do Fed sobre uma possível redução nas taxas este ano agora se amplia, levando alguns investidores a preverem até dois cortes, o que poderia beneficiar ativos de risco.
O contexto econômico se torna ainda mais relevante com os dados de emprego abaixo do esperado, que refletem um arrefecimento no mercado de trabalho. Com a inflação desacelerando e o emprego menos aquecido, a pressão sobre o Fed aumenta, colocando o presidente Donald Trump em uma posição de influência sobre as decisões do banco central, que deve justificar suas ações para evitar a percepção de interferência política.

