Inflação recua para famílias de baixa renda, mas contas essenciais ainda pesam

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Em 2025, as famílias de renda muito baixa no Brasil registraram um alívio na inflação, com uma redução de 4,91% em 2024 para 3,81%. Esse alívio deve-se, em parte, à queda nos preços de alimentos como arroz e feijão, conforme apontou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No entanto, o aumento nos gastos com serviços como energia elétrica e saúde continua a impactar o orçamento dessas famílias.

O Ipea revelou que a inflação para a faixa de renda alta, por outro lado, aumentou de 4,43% em 2024 para 4,72% em 2025. A técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea, Maria Andreia Parente Lameiras, destacou que a desaceleração nos preços dos alimentos foi crucial, mas que os aumentos em habitação e saúde ainda são preocupantes. Os reajustes em serviços essenciais, como gás e cuidados pessoais, têm sido significativos e continuam a pressionar os orçamentos familiares.

As perspectivas para 2026 indicam que, embora as famílias de baixa renda estejam experimentando uma inflação mais baixa, a situação permanece delicada devido aos custos crescentes em áreas essenciais. O Ipea observa que os grupos mais vulneráveis ainda enfrentam riscos significativos de pressão inflacionária em serviços, o que pode afetar sua qualidade de vida. Assim, a melhoria na inflação não é suficiente para aliviar completamente os desafios financeiros enfrentados por essas famílias no cotidiano.

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