O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiu bloquear o repasse de R$ 2 bilhões ao Banco Master, liquidado em novembro devido a uma fraude significativa. O bloqueio ocorreu porque o banco não apresentou a documentação necessária referente a cerca de 300.000 dos 450.000 empréstimos consignados concedidos a aposentados e pensionistas, resultando na suspensão dos pagamentos. O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, afirmou que muitos contratos estavam incompletos ou incorretos, impossibilitando a verificação dos créditos.
A situação se agravou devido ao alto volume de reclamações contra o Banco Master, que levou a sua exclusão da lista de instituições autorizadas a oferecer novos empréstimos consignados. O INSS destacou que, sem a devida comprovação da validade dos contratos, não poderia repassar os valores, que continuam sendo descontados dos benefícios dos aposentados. A defesa do Banco Master, por sua vez, assegurou que sempre atuou em conformidade com as normas do INSS durante a concessão dos créditos.
Gilberto Waller Júnior deu um prazo de 15 dias para que o Banco Master regularize a documentação pendente, alertando que, caso não haja ação nesse período, os empréstimos serão considerados suspensos e os valores retidos devolvidos aos beneficiários. A situação destaca a importância da regularização adequada dos contratos de crédito consignado para a proteção dos direitos dos aposentados e pensionistas, além de implicações para o sistema financeiro.

