Atualmente, aproximadamente 50 milhões de brasileiros têm acesso à inteligência artificial generativa, mas essa tecnologia está longe de ser universal. O uso restrito a camadas mais ricas e escolarizadas levanta questões sérias sobre a perpetuação das desigualdades sociais históricas no Brasil, especialmente em um contexto de crescente automação.
Especialistas discutem como a automação pode afetar os trabalhadores, questionando se o país está preparado para lidar com as mudanças que a inteligência artificial traz. A preocupação central gira em torno da possibilidade de que essa inovação sirva apenas para aumentar a eficiência econômica, em vez de também atuar como um instrumento de redução das distâncias socioeconômicas entre diferentes grupos sociais.
O debate contou com a participação de renomados especialistas, incluindo um coordenador de pesquisa e professores de universidades, que analisaram as implicações do acesso desigual à inteligência artificial. A discussão, veiculada na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, destaca a urgência em repensar políticas que garantam um acesso mais igualitário a essas tecnologias.

