Nos últimos anos, a inteligência artificial tem revolucionado o planejamento de viagens, permitindo que viajantes criem roteiros personalizados com facilidade. Plataformas como ChatGPT e Gemini estão se tornando cada vez mais populares, com 42% dos viajantes utilizando essas ferramentas para obter recomendações rápidas e eficazes. No entanto, essa transformação traz consigo o fenômeno do ‘overturismo’, especialmente em destinos saturados como Barcelona e Itália.
A popularização da IA no turismo permite que empresas como Booking e Expedia ofereçam serviços automatizados que facilitam a escolha de hotéis e passeios. Entretanto, essa dependência da tecnologia também gera desconforto para os moradores locais, que enfrentam a superlotação e conflitos com os turistas. Um estudo revela que muitos viajantes estão optando por experiências mais tranquilas, como as ‘quietcations’, buscando refúgios longe da agitação urbana.
Embora a IA traga eficiência ao setor, há preocupações sobre a desumanização das interações. Ferramentas automatizadas estão substituindo empregos tradicionais, e a necessidade de um toque humano nas viagens se torna cada vez mais evidente. Especialistas afirmam que, para resolver problemas pessoais e entender as necessidades dos turistas, a empatia e a interação humana continuarão a ser insubstituíveis.

