Em janeiro de 2026, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) no Brasil registrou um aumento de 0,8% em relação a dezembro, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Este resultado representa a terceira alta consecutiva, elevando o índice para 103,7 pontos. O crescimento foi impulsionado por um maior acesso ao crédito e pela percepção positiva sobre o momento de compra de bens duráveis.
A CNC observou que a melhora na ICF foi notável entre diferentes faixas de renda, com aumento de 0,7% tanto entre as famílias que ganham menos de 10 salários mínimos quanto entre aquelas com rendimentos superiores. Os dados indicam um crescimento na confiança do consumidor, especialmente em relação ao emprego e à renda atual. No entanto, a entidade alerta que o uso responsável do crédito é fundamental para evitar o endividamento excessivo.
Embora o otimismo tenha se mantido, a CNC ressalta que os juros elevados e a desaceleração do mercado de trabalho ainda trazem incertezas. O relatório da CNC sugere que, apesar da propensão ao consumo, os consumidores devem permanecer cautelosos devido a esses fatores econômicos. Assim, o cenário de consumo no Brasil apresenta um equilíbrio entre otimismo e prudência.

