Uma recente investigação da Controladoria Geral da União (CGU) expôs falhas significativas no repasse de emendas parlamentares a Organizações Não-Governamentais (ONGs) no Brasil. Em Volta Redonda, uma entidade recebeu R$ 11,5 milhões da deputada Dani Cunha, mas não apresentou a capacidade necessária para realizar os serviços prometidos. O relatório da CGU destaca que a ONG possuía condições inadequadas e não alcançaria o número de atendidos previsto, o que gerou a devolução de parte dos recursos.
Além do caso em Volta Redonda, a análise da CGU revelou que várias ONGs, sem sede ou funcionários, atuaram como meras intermediárias para a liberação de verbas, totalizando R$ 1,7 bilhão em emendas em 2025. O levantamento aponta que essas entidades não cumpriram os contratos estabelecidos, levando a um potencial prejuízo aos cofres públicos. A CGU também encontrou indícios de superfaturamento na compra de materiais, o que acende um alerta sobre a gestão das emendas parlamentares.
As investigações em curso, que incluem a atuação de outros parlamentares e ONGs em diferentes estados, sugerem a necessidade urgente de uma revisão nas normas de repasse de verbas públicas. Em julho de 2025, o Congresso promulgou uma resolução buscando aumentar a transparência e a responsabilidade no uso dos recursos. O caso ressalta a importância de um controle mais rigoroso sobre as ONGs e os critérios de habilitação para o recebimento de emendas, visando evitar futuros abusos e garantir que os recursos cheguem a quem realmente precisa.

