O presidente do Itaprevi, fundo previdenciário de Itaguaí, Carlos Eduardo Cruz Ferreira Gonçalves, confirmou que aguarda uma investigação da Polícia Federal após uma operação no Rioprevidência. O fundo, que administra aposentadorias de 1,6 mil servidores, destinou 20% de seu patrimônio em Letras Financeiras do Banco Master, que recentemente foi liquidado. Essa situação gera um clima de apreensão em Itaguaí, pois os funcionários temem pela segurança de seus pagamentos futuros.
Gonçalves responsabiliza a gestão anterior pela decisão de aplicar no banco liquidado, enquanto a atual administração busca estratégias para mitigar as perdas e assegurar os pagamentos aos beneficiários. Ele também menciona que a consultoria de investimentos havia recomendado títulos públicos como opções mais seguras. Apesar das preocupações, o presidente garante que o fundo possui recursos para cumprir suas obrigações financeiras por pelo menos uma década.
Por outro lado, o Ministério Público do Estado do Rio abriu um inquérito para investigar as circunstâncias das aplicações do Itaprevi no Banco Master. A situação gerou um déficit atuarial crescente, que atualmente ultrapassa R$ 1 bilhão, ampliando a pressão sobre a Prefeitura de Itaguaí para compensar as perdas. Enquanto isso, servidores expressam insegurança sobre o futuro de suas aposentadorias, refletindo a necessidade de maior transparência na gestão do fundo.

