Irã acusa EUA de criar pretexto para intervenção militar após protestos

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

Na terça-feira, 13 de janeiro de 2026, o governo do Irã denunciou os Estados Unidos por tentativas de justificar uma intervenção militar. A acusação surgiu após o presidente Donald Trump ter incitado os iranianos a protestar contra o governo, em meio a uma repressão violenta que resultou em numerosas mortes. O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, enfatizou que as ações dos EUA estão fundamentadas em uma política de mudança de regime, caracterizada por sanções e agitações planejadas.

A Human Rights Activists News Agency informou que o número de mortos nos protestos é o mais elevado em décadas, fazendo comparações com a Revolução Islâmica de 1979. As manifestações, que começaram há pouco mais de duas semanas devido à insatisfação econômica, rapidamente evoluíram para um movimento contra a teocracia, especialmente contra o líder supremo do país. As declarações de Trump, instigando a população a agir, foram vistas como uma provocação que poderia agravar ainda mais a situação interna do Irã.

Os desdobramentos dessa crise podem levar a um aumento na tensão entre os EUA e o Irã, com preocupações sobre a possibilidade de um conflito militar. O governo iraniano já respondeu com severidade, e a repressão aos protestos continua a aumentar, gerando temores de mais violência. A situação é crítica, e as autoridades iranianas alertam que a intervenção externa não será tolerada, enquanto a população permanece em um clima de incerteza e temor por represálias.

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