Irã admite 3.117 mortos em protestos; ONGs falam em quase 5 mil vítimas

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Em 21 de janeiro, o Irã publicou seu primeiro balanço oficial sobre os protestos que eclodiram em 28 de dezembro, reconhecendo 3.117 mortes. O Ministério do Interior indicou que 2.427 das vítimas eram civis e membros das forças de segurança, enquanto o restante foi rotulado de ‘terroristas’ pela teocracia. Esse cenário de violência remete ao caos da Revolução Islâmica de 1979, evidenciando a fragilidade do regime atual.

A Fundação dos Mártires e Assuntos de Veteranos, que presta serviços às famílias de mortos em guerras, reconheceu que algumas vítimas foram mortas por agentes de segurança. Além disso, ONGs de direitos humanos, como a Human Rights Activists News Agency, estimam que o total de mortos pode chegar a 4.902, apontando para uma repressão brutal e generalizada contra os manifestantes. O governo iraniano atribui a violência a mercenários infiltrados, uma narrativa amplamente contestada por observadores internacionais.

As repercussões da crise continuam a se desdobrar, com o presidente dos EUA, Donald Trump, expressando disposição para dialogar com Teerã. Entretanto, sua administração também considera opções militares, complicando ainda mais a situação. O cenário atual levanta questões sobre a estabilidade interna do Irã e as respostas da comunidade internacional frente a uma repressão tão intensa.

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