Irã afirma ter contido protestos e registra 3 mil mortos

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Na quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, o governo do Irã afirmou que os protestos que ocorreram no país desde o final de dezembro foram completamente sufocados, após uma repressão violenta que resultou em um número alarmante de mortos. O procurador-geral, Mohammad Movahedi, declarou que a ‘sedição acabou’ e que os manifestantes serão processados por ‘terrorismo’. Essa declaração marca um momento crítico na tumultuada história recente do Irã.

O regime iraniano, que enfrenta uma severa crise econômica, relatou um balanço oficial de mais de 3 mil mortos durante os confrontos, um número inferior ao reportado por organizações de direitos humanos, que contabilizaram 4.519 mortos. As manifestações, que começaram devido ao colapso da economia e à desvalorização da moeda nacional, se transformaram em um movimento amplo contra o regime teocrático estabelecido desde 1979. A repressão, considerada uma das mais letais das últimas décadas, incluiu uso de força letal contra manifestantes e prisões em massa.

Apesar da declaração do governo sobre o controle da situação, milhares de pessoas continuam detidas e relatos de tortura emergem. O Irã enfrenta um clima de repressão contínua, onde as autoridades acusam os protestos de terrorismo. Embora o governo tenha prometido restaurar o acesso à internet, a vigilância permanece alta, e as forças de segurança continuam a monitorar as ruas, indicando que a luta pela liberdade e direitos humanos no Irã ainda está longe de um desfecho pacífico.

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