Neste domingo (25), o chefe do Judiciário iraniano, Gholamhosein Mohseni Ejei, declarou que os responsáveis pela recente onda de protestos antigovernamentais poderão enfrentar punições severas. Ele enfatizou que as medidas de justiça devem ser aplicadas sem clemência para aqueles que participaram de atos de violência e destruição. Os protestos, que começaram em janeiro, refletem um descontentamento generalizado com o custo de vida e se expandiram para questionar o regime clerical do país.
As manifestações resultaram em uma repressão significativa por parte do governo, que incluiu apagões de internet, isolando o Irã do resto do mundo. O governo iraniano reportou 3.117 mortes, incluindo civis e membros das forças de segurança, enquanto grupos de direitos humanos afirmam que a maioria das vítimas são manifestantes. Além disso, a ONG Iran Human Rights alerta que o número de mortos pode ultrapassar 25.000, enquanto mais de 26.000 pessoas foram detidas em relação aos protestos.
A crescente severidade das punições anunciadas pelas autoridades levanta preocupações sobre o uso da pena de morte como um meio de repressão à dissidência no país. O Irã é um dos países que mais aplica esse tipo de pena, e a combinação de prisões em massa e ameaças de execuções torna evidente a intensidade da resposta do governo. O cenário atual indica que os desafios à autoridade do regime podem se intensificar, refletindo um clima de tensão e incerteza na sociedade iraniana.

