O governo do Irã implementou um bloqueio quase total da internet e serviços de telefonia em meio ao aumento dos protestos contra a crise econômica, que já se espalharam por mais de 100 cidades. As manifestações, que deixaram entre 34 e 45 mortos, surgiram após a desvalorização do rial e foram acompanhadas por medidas de repressão severas por parte das autoridades.
A organização NetBlocks registrou uma queda significativa na conectividade nacional, refletindo o impacto das restrições impostas. Relatos indicam que as manifestações ocorreram em mais de 300 localidades, com mais de 2.200 prisões e confrontos entre manifestantes e agentes de segurança em várias cidades, incluindo Teerã e Mashhad. A resposta do governo variou, com apelos por diálogo, mas também uma postura de tolerância zero contra aqueles considerados arruaceiros.
O agravamento da situação interna atraiu a atenção internacional, especialmente após declarações do presidente dos Estados Unidos, que sugeriu a possibilidade de intervenção caso as autoridades iranianas atacassem manifestantes. Essa retórica foi rechaçada pelo governo iraniano, que a classificou como uma ameaça à soberania nacional. Com o bloqueio das comunicações, a dificuldade em obter informações independentes aumenta, mas vídeos confirmam que os protestos continuam, refletindo a crescente pressão sobre o regime em um período de notável instabilidade.

