O Irã anunciou a execução de Erfan Soltani, um manifestante de 26 anos, programada para 13 de janeiro. Esta é a primeira execução associada aos protestos que eclodiram em dezembro, em resposta ao aumento dos custos de vida. A família de Soltani recebeu aviso sobre a execução, mas não foi informada sobre o processo judicial ou acusações formais contra ele.
Segundo a Organização Hengaw para os Direitos Humanos, Soltani foi privado de direitos básicos, como acesso a um advogado e informações sobre seu caso. O advogado de direitos humanos Mohammad Oliaifard destacou que a rapidez do processo judicial é ilegal e configura julgamentos sumários. Essa situação levanta sérias preocupações sobre a aplicação da pena de morte como ferramenta de repressão política no país.
As autoridades iranianas enfrentam crescente pressão internacional devido à violação de direitos humanos e à repressão dos protestos. A ONG Hengaw advertiu que a execução de Soltani representa uma clara violação do direito internacional, especialmente do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos. A escalada da violência e a restrição da comunicação têm dificultado a divulgação de informações sobre a situação dos manifestantes no Irã.

