Irã institui julgamentos rápidos para manifestantes em meio a protestos

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

O Judiciário iraniano informou nesta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, que iniciará julgamentos ‘rápidos’ para os manifestantes detidos durante os protestos contra o regime. Essas manifestações, que emergiram inicialmente como uma reação ao alto custo de vida, rapidamente escalaram para um movimento mais amplo contra o governo teocrático que controla o Irã desde 1979. Com a ameaça de execuções em massa pairando sobre os detidos, a comunidade internacional observa a situação com crescente preocupação.

O chefe do Judiciário, Gholamhosein Mohseni Ejei, visitou uma prisão em Teerã, onde os manifestantes estão sendo mantidos, e prometeu julgamentos públicos. Enquanto isso, a Anistia Internacional e o Departamento de Estado dos EUA relataram que a primeira execução de um manifestante, identificada como Erfan Soltani, pode ocorrer em breve, intensificando o clamor por intervenções e sanções. A repressão violenta resultou em mais de 700 mortos, segundo ONG’s, enquanto o acesso à internet continua restrito, dificultando a disseminação de informações e a mobilização popular.

As reações internacionais são contundentes, com a ONU expressando horror diante da situação e a Comissão Europeia considerando novas sanções contra o Irã. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, também ameaçou intervenções militares, intensificando ainda mais as tensões entre Teerã e Washington. Especialistas alertam que, apesar das manifestações, a capacidade repressiva da República Islâmica, incluindo a Guarda Revolucionária, torna incerta a possibilidade de mudanças significativas no regime.

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