As autoridades do Irã reforçaram sua resposta aos protestos que ocorrem em várias cidades, incluindo Teerã, ameaçando manifestantes com a pena de morte. O aiatolá Ali Khamenei afirmou que a República Islâmica não tolerará o vandalismo e que os manifestantes estão agindo a serviço de potências estrangeiras. Desde o início das manifestações, 42 pessoas já perderam a vida, de acordo com agências de monitoramento locais e internacionais.
A repressão se intensificou após o início dos protestos em 28 de dezembro, motivados pela queda da moeda iraniana e a crise econômica que afeta a população. Um procurador de Teerã alertou que danos ao patrimônio público poderão resultar em pena capital. Por outro lado, o presidente Masoud Pezeshkian reconheceu que as queixas dos manifestantes são legítimas e pediu moderação das forças de segurança, enquanto o Corpo da Guarda Revolucionária afirmou que a situação atual é inaceitável.
As manifestações representam o maior desafio ao regime de Khamenei desde a revolta de 2022, e a resposta do governo revela um desejo de endurecer ainda mais a repressão. Enquanto isso, o tráfego aéreo foi afetado por cancelamentos de voos e um apagão nacional de internet foi relatado, dificultando a comunicação. As tensões crescentes podem levar a um agravamento da situação interna e a um novo ciclo de protestos.

