O Irã continua sob um bloqueio nacional da internet que já dura duas semanas, segundo informações divulgadas pela ONG NetBlocks nesta quinta-feira (22). A interrupção foi imposta em meio a protestos contra o governo, com o objetivo de ocultar a extensão da repressão. Autoridades locais afirmam que o bloqueio visa controlar a situação, mas a ONG destaca que a conectividade permanece severamente limitada.
Apesar de alguns usuários conseguirem acesso esporádico à internet, a maioria ainda enfrenta dificuldades significativas. A NetBlocks informou que, até o momento, a conectividade está estagnada, com um pequeno aumento em redes autorizadas pelo regime. Essa situação tem gerado preocupações entre grupos de direitos humanos, que denunciam a repressão violenta e a dificuldade de documentar os abusos.
As autoridades iranianas relataram 3.117 mortos durante os protestos, embora organizações de direitos humanos estimem que o número real pode ser muito maior, superando 20 mil. O bloqueio da internet não apenas limita a comunicação, mas também impede que organizações realizem seu trabalho essencial. A crescente insatisfação com o governo dos aiatolás, no poder desde 1979, continua a se intensificar em meio a essa crise.

