Na segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, o Exército de Israel iniciou uma série de ataques aéreos contra alvos no Líbano, que segundo as autoridades israelenses, estão ligados ao Hezbollah e ao Hamas. As operações ocorreram após ordens de evacuação para quatro vilarejos no leste e no sul do país, onde as tensões aumentaram significativamente nos últimos dias.
Os ataques focaram em infraestruturas militares nas localidades de Hammara e Ain el-Tineh, no Vale do Bekaa, além de Kfar Hatta e Aanan, no sul do Líbano. Essas áreas são consideradas estratégicas e sensíveis devido à sua proximidade com a fronteira israelense. A nova ofensiva reacende as tensões entre Israel e o Líbano, que havia alcançado um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em 2024, após um período prolongado de confrontos.
As autoridades libanesas enfrentam crescente pressão dos Estados Unidos e de Israel para desarmar o Hezbollah, que mantém um arsenal significativo no país. Com o medo de uma escalada militar, Beirute teme que os ataques israelenses possam se intensificar, o que agravaria ainda mais a situação econômica e institucional já crítica no Líbano. A situação atual coloca em risco a estabilidade regional e pode ter consequências sérias para a população civil.

