A Itália está se preparando para apoiar o acordo de livre comércio com o Mercosul, em uma votação que ocorrerá no dia 9 de janeiro. Este apoio é considerado um passo crucial, pois poderá eliminar o último obstáculo para a assinatura do tratado pela União Europeia, após longas negociações que duram mais de duas décadas. A expectativa é que, com essa mudança, a UE formalize o acordo em 12 de janeiro, integrando economias de 780 milhões de consumidores.
O acordo UE-Mercosul, que inclui Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, visa eliminar tarifas sobre diversos produtos e facilitar o acesso europeu à vasta indústria agrícola do bloco sul-americano. No entanto, a aprovação do pacto não foi simples; a Itália e a França anteriormente levantaram preocupações sobre as proteções necessárias para os agricultores europeus. A pressão interna e as demandas por garantias adicionais para a indústria agrícola foram fatores que dificultaram a conclusão do tratado.
Caso o acordo seja assinado, as economias do Mercosul e da Europa podem experimentar um crescimento modesto, com estimativas de aumento de 0,7% e 0,1%, respectivamente. Além disso, o pacto fortalecerá a presença geopolítica da UE na América do Sul, um mercado onde a influência da China tem crescido. O cenário econômico e político continua a evoluir, e a expectativa é que as negociações se intensifiquem à medida que a data de assinatura se aproxima.

