A Itália indicou sua intenção de apoiar um acordo de livre comércio com o Mercosul, que será votado em 9 de janeiro. Essa mudança de posição pode ser determinante para que a União Europeia finalize um tratado que está em negociações desde 1999, integrando mercados de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, e criando um mercado de 780 milhões de consumidores.
As negociações enfrentaram desafios, especialmente devido às preocupações da Itália e da França sobre a proteção dos agricultores europeus. O primeiro-ministro italiano, além de buscar garantias para a indústria agrícola local, está discutindo a possibilidade de fundos adicionais do orçamento da UE para apoiar seus agricultores. A porta-voz da Comissão Europeia revelou que a assinatura do acordo está próxima, mas ainda dependente de definições finais.
Caso o acordo seja concretizado, ele não só impulsionaria as economias do Mercosul e da Europa, mas também fortaleceria a presença geopolítica da UE em uma região onde a China tem ganhado relevância econômica. O pacto representaria uma nova fase nas relações comerciais entre as duas regiões, diversificando os laços comerciais e reduzindo a dependência de mercados como o dos EUA.

