Jamie Dimon critica ações de Trump contra o Fed e alerta sobre juros altos

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, manifestou sua preocupação sobre as pressões do governo dos Estados Unidos contra o Federal Reserve. Em uma teleconferência realizada no dia 13 de janeiro de 2026, ele destacou que essas ações podem comprometer a independência do banco central e, consequentemente, elevar o custo do crédito. Dimon afirmou que a corrosão da autonomia do Fed não é uma boa ideia e pode resultar em expectativas de inflação mais altas.

As declarações de Dimon surgem em meio a intensificadas investigações do Departamento de Justiça sobre o presidente do Fed, Jerome Powell. O governo de Donald Trump enviou intimações relacionadas ao depoimento de Powell ao Congresso, o que reacendeu preocupações sobre a credibilidade do banco central. Além disso, o senador Thom Tillis, do Partido Republicano, manifestou sua oposição a qualquer nova nomeação para o Fed enquanto a situação não for resolvida, evidenciando divisões internas no partido sobre o assunto.

As implicações dessas tensões podem ser significativas, uma vez que a independência do Federal Reserve é fundamental para a eficácia dos mercados financeiros. A crítica de Dimon é apoiada por outros executivos de Wall Street, que também enfatizam a importância da autonomia do Fed para a competitividade dos Estados Unidos. O desdobramento dessa situação pode impactar tanto a confiança nas políticas monetárias quanto as taxas de juros, afetando diretamente a economia do país.

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