A primeira-dama do Brasil, Rosângela da Silva, popularmente conhecida como Janja, citou a obra ‘América Invertida’, de Joaquín Torres-García, em uma postagem celebrando os três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro. A obra, que inverte o mapa da América do Sul, simboliza uma resistência ao eurocentrismo nas artes, destacando a necessidade de um olhar mais atento sobre a própria cultura e história do continente.
Janja enfatizou que a obra serve como um lembrete de que a soberania começa pela maneira como nos percebemos. Essa declaração surge em um momento delicado para a América Latina, onde as tensões geopolíticas aumentaram, especialmente após o recente ataque dos Estados Unidos à Venezuela. A primeira-dama conclama a celebração da democracia e a reafirmação da soberania nacional frente a desafios externos.
O discurso de Janja reflete uma estratégia política mais ampla do governo brasileiro, que busca mobilizar a população em torno das questões de identidade e soberania. A menção à arte como um símbolo de resistência pode ajudar a galvanizar apoio em um cenário político polarizado. Assim, a postura da primeira-dama pode ter desdobramentos significativos nas discussões sobre a autonomia cultural e política do Brasil na região.

